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Os Cuidados Necessários Com Carros Rebaixados

Os cuidados necessários com carros rebaixados

O carro rebaixado está cada vez mais comum, porém, exige uma certa cautela. Quando feito por profissionais não qualificados, pode causar danos ao veículo e também coloca em risco a segurança do motorista e passageiros.

Por exemplo, técnicas de esquentar elos e de comprimir molas danificam a estrutura do carro, tornando-a mais frágil, o que aumenta as chances de quebrar.

Portanto, continue a leitura deste conteúdo para entender mais sobre o assunto!

Processos de rebaixamento de carro

Os cuidados necessários com carros rebaixados A seguir estão alguns dos métodos mais populares para rebaixar o veículo:

Abraçadeiras

São colocadas abraçadeiras que “estrangulam” as molas reduzindo o seu curso, o que faz com que o veículo fique mais baixo.

Vale observar que, com esse tipo de alteração, quase nunca são feitas modificações em outros elementos da suspensão.

Molas esportivas

Este tipo de mola é projetado especialmente para rebaixar o carro sem a necessidade de alterar as características dos amortecedores para isso. O veículo pode estar 35 a 50 mm mais baixo, dependendo da situação.

Suspensão a ar

Trata-se de uma opção popular entre os proprietários de carros rebaixados que participam de exposições.

Além disso, o carro com suspensão a ar possibilita ao dono do veículo deixá-lo mais alto ou mais baixo quando quiser.

Suspensão preparada ou fixa

Não existe a opção de fazer ajustes específicos como seria no caso da suspensão a ar ou rosca. Parece ser uma opção muito viável, pois o kit pode ser feito de acordo com as normas vigentes, garantindo a segurança.

O que a lei diz sobre carro rebaixado?

Via de regra, quem deseja dirigir um veículo rebaixado nas ruas do Brasil, deve primeiro se atentar às regras definidas na legislação de trânsito.

É importante ressaltar que a Resolução Contran nº 479/14 passou a permitir modificações nas estruturas dos carros, abrindo as portas para o rebaixamento dos automóveis. Assim, de acordo com os requisitos previstos no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) para rebaixar o carro, o condutor deverá atender aos requisitos.

Com base no artigo 6º da Resolução 292/2008 do Contran, os veículos com peso até 3.500 kg podem ter altura mínima de 100 mm, medida verticalmente do chão até o ponto mais próximo da carroceria ou chassi para circular nas ruas.

Em veículos com peso até 3.500 kg, a roda e o pneu não podem encostar em nenhuma parte do carro quando submetidos ao teste de esterçamento.

Já os veículos com peso superior a 3.500 kg, o nivelamento da longarina não pode passar de dois graus partindo de uma linha horizontal. Uma modificação da suspensão traseira também não é permitida, com exceção da instalação do sistema de tração e da adição ou remoção de um eixo auxiliar, direcional ou autodirecional.

A maior exigência da Resolução é que qualquer alteração seja feita por escrito tanto no Certificado de Registro do Veículo (CRV) quanto no Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV).

Carros rebaixados de forma irregular, sem serem autorizados pelo Detran e sem as alterações constantes do Certificado de Registro de Veículo (CRV), poderão ser multados.

Confira o que mais é preciso para andar com carro baixo!

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  1. Fazer revisões constantes

Seja qual for o método de rebaixamento, é crucial que o dono leve o carro frequentemente a uma oficina mecânica para passar por uma revisão da suspensão.

O ideal é buscar por estabelecimentos idôneos e autorizados, pois esse aspecto do veículo está diretamente ligado ao fator que determina a segurança do carro.

  1. Usar amortecedores específicos

Sem dúvida, os amortecedores são componentes cruciais de qualquer carro. Eles se encarregam de minimizar as oscilações e vibrações da mola que atingem o chassi, mantendo contato contínuo entre a roda e o chão.

Esses componentes são essenciais para a vida longa do veículo e a segurança dos passageiros. Nesse fato, saber onde encontrar amortecedores especiais para carros rebaixados é muito importante.

  1. Trocar peças ao invés de modificá-las (corte de molas)

Os cuidados necessários com carros rebaixadosÉ comum cortar ou esquentar as molas da suspensão durante o rebaixamento do carro, na tentativa de reduzir seu tamanho.

Essa prática não é uma boa opção, pois essas alterações podem comprometer a funcionalidade do veículo.

Lembre-se de que toda a estrutura restante não será modificada e seus outros componentes podem colidir ou sofrer danos.

A suspensão de fábrica é resultado de inúmeros cálculos feitos para o desenvolvimento do projeto estrutural do carro. Com isso, leva-se em conta outras variáveis, como o número de elos, o comprimento, o diâmetro, peso e a tensão máxima.

Por isso, busque por um profissional adequado para trocar todas as peças e fique longe das “mexidas” na suspensão.

  1. Evitar carregar muito peso no carro

Mesmo que um veículo rebaixado possa parecer mais rápido, dirigir acima de 100 km/h pode representar um sério risco para o motorista e outros passageiros, pois o estouro de uma mola ou amortecedor em tal velocidade pode fazer com que o carro perca o controle.

Além disso, é essencial que o peso dentro do veículo seja menor, pois, mesmo havendo espaço para pessoas e bagagens, o peso que o novo sistema de suspensão suporta já não condiz com o espaço disponível.

  1. Ter o dobro de atenção em estradas esburacadas (recomenda-se evitá-las)

Um dos efeitos mais prejudiciais geralmente está diretamente ligado às irregularidades do chão na maioria das rodovias brasileiras.

Essas batidas “secas” que os carros rebaixados fazem em buracos, lombadas, desníveis, etc., causam muitos danos às partes mecânicas, fazendo o desgaste mais rápido.

Por isso, o ideal é sempre desviar de buracos e, se possível, evitar estradas muito esburacadas.

Conclusão

Os cuidados necessários com carros rebaixadosAgora que você já conhece um pouco mais sobre o universo de veículos rebaixados, fique à vontade para compartilhar este artigo em suas redes sociais e ajudar seus amigos que também podem estar com dúvidas sobre o assunto.

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